dia do rock

ela entrou na casa dele e falou tudo o que sentia em três minutos. depois saiu e foi beber uma cerveja sozinha no amarelinho da esquina tremendo com as palavras ainda secas pelos cantos da boca. ele apareceu com a roupa do corpo e sentou-se ao seu lado. ela pediu desculpa por ter se declarado e que declarações de amor são sempre tão bregas etc. pediu para  esquecer. apagar. eles beberam a isso, ao esquecimento. e chegaram a conclusão que declarações são formas egoístas de prender alguém perto de você, mas eles já estavam bêbados a essa hora e não lembrariam disso no dia seguinte se não fossem as anotações num pedaço de guardanapo. por isso ela jogou o guardanapo fora quando ele foi ao banheiro.

calenza

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10 respostas a dia do rock

  1. Clara diz:

    Vc se contenta com pouco, e porque se contenta, merece só isso. pena

  2. arfante (rs) diz:

    ui… essa foi.. ahn… essa pede por mais, entende? preciiisa de uma continuação… rs ou eu preciso dela hehe
    existirá?

  3. rfante diz:

    Ei, tem um “arfante” aqui! Seria um outro eu?
    Abraço,
    RFante.

  4. bela diz:

    Daonde veio a inspiração para “amarelinho da esquina”? Eu conheço um amarelinho da esquina 🙂

  5. Melissa diz:

    achei lindo-lindo o post.

    Mas, vem cá, quer dizer que amarelinho não é nome próprio de um bar? é um termo?
    puts, A não-frequentadora de botecos.. :/

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